Redação Nota 1000
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Postado: 18 de junho de 2019|Nenhum Comentário

Aglutinador de quase metade das vagas das universidades públicas e privadas, o Sistema de Seleção Unificado (Sisu) virou o grande vestibular do país. A adesão do sistema de ensino público e privado, que se estabeleceu aos poucos, referendou de vez a importância do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), criado em 1998.

Ter bom desempenho na avaliação é fundamental tanto para os alunos como para as escolas. Para os estudantes, a boa nota significa uma vaga em uma universidade. Para o colégio, quanto maior o volume de boas notas, melhor a avaliação do mercado sobre o ensino que proporciona. Sabe-se que um dos quesitos que fazem os pais escolherem uma escola é a média do colégio no Enem.

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Maiores do mercado

Algumas escolas saíram na frente e logo de início usaram o  Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como base para orientar o próprio sistema educacional. Conseguiram altos índices de aprovação dos alunos nas universidades e se transformaram nos principais grupos educacionais do país.

Essa é a história dos cinco maiores do mercado, o mineiro Bernoulli, o carioca Eleva, o catarinense Energia, o paulista Poliedro e o cearense SAS. Segundo os dados da Bain & Company, em 2013, elas representavam 2% do mercado. Em 2018, abocanharam 13%.

Eles se sobressaíram em um universo estagnado. As escolas lutam com as dificuldades econômicas do país e ainda se preocupam em achar novos caminhos para lidar com as mudanças exigidas pelo Ministério da Educação nos últimos tempos.

Esses grupos de ensino produzem livros didáticos e dão assessoria às diversas escolas. Para os alunos, estamos falando de um material cuja anuidade sai entre R$ 700 e R$ 1,6 mil.

Mas, como a adesão ao Sisu vem aumentando – e deve aumentar  mais entre as universidades públicas e privadas–, o método focado no Enem é atualmente o mais assertivo e faz sucesso nas escolas.

Como o Sisu se firmou no país

Antes de surgir o Sistema de Seleção Unificado (Sisu), em 2010, os estados brasileiros possuíam provas distintas para suas respectivas universidades públicas, estaduais ou federais. Com o novo sistema vinculado ao Enem, isso mudou.

O Sisu foi criado pelo Governo Federal em 2010, com o objetivo de distribuir vagas do ensino superior aos candidatos que alcançavam as melhores notas no Enem. As universidades públicas passaram a destinar parte das vagas – antes direcionadas totalmente a outros sistemas de vestibular – para o Sisu.

Por exemplo, até 2009, o único caminho para entrar na  Universidade de São Paulo (USP) era através da inscrição para a prova da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest). Assim como ela, as faculdades públicas possuíam um sistema próprio de provas.

No início de 2019, das 11.147 vagas da USP,  8.362 foram para a Fuvest e 2.785 – quase 25% – para o Sisu. Pode parecer pouco mas, em 2010, o total de vagas destinado ao Sisu era 47.913 em todo o país. Em 2018, somava 239.601, quase metade de todas as vagas das universidades públicas e privadas.  

Desde 2013, por exemplo, para entrar em um dos cursos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Sisu é a única seleção possível. Já a estadual Universidade de São Paulo continua com o sistema de provas elaboradas pela Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), mas destina parte das vagas para os alunos do Sisu.

Grande parte das particulares seguiram os mesmos passos da Federal do Rio, passando a oferecer dois canais de provas. É o caso da Pontifícia Universidade Católica do Rio.

A expansão do Sisu explica o crescimento do ensino voltado ao Enem. Mas isso não significa que seja restrito ao Enem. Os pais esperam que as escolas sejam mais do que fábricas de colocar adolescentes na faculdade. Lembrem-se, gestores, atender as exigências do Enem pode parecer básico, mas requer muita estratégia e dedicação.



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