Redação Nota 1000
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Postado: 13 de dezembro de 2018|Nenhum Comentário

Foi pelo Twitter que o presidente Jair Bolsonaro anunciou, no dia 22 de novembro, o colombiano, professor Filosofia e Teologia Ricardo Vélez Rodríguez, de 75 anos, para o cargo de Ministro da Educação. Sem experiência na vida pública, ele derrotou adversários de peso, como o presidente do Instituto Ayrton Sena, Mozart Neves Ramos, que foi secretário de Educação de Pernambuco e o primeiro presidente de Todos Pela Educação. Dois temas eram importantes para a bancada evangélica respaldar o ministro, a Escola Sem Partido e a ideologia de gênero.

Seguindo o estilo Bolsonaro, Rodríguez também vem escrevendo no próprio blog – com acesso restrito apenas a convidados – sobre suas intenções no comando da pasta. Prometeu “uma gestão Mais Brasil e Menos Brasília”. Para o  MEC, pensa em uma política baseada nas propostas de educadores da geração de Anísio Teixeira –advogado baiano nascido em 1900, idealizador da Escola Pública no Brasil.

Anísio Teixeira era adepto das ideias de John Dewey, que foi seu professor durante o curso de pós-graduação nos  Estados Unidos. Ele acreditava que a educação era uma constante reconstrução da experiência.

Jair Bolsonaro anuncia novo ministro da educação através de redes sociais.

Formação

Rodriguez  possui mestrado em Pensamento Brasileiro pela Pontifícia Universidade Católica do Rio,  doutorado em pensamento Luso-Brasileiro pela Universidade Gama Filho, e pós-doutorado pelo Centro de Pesquisas Políticas Raymond Arnon (Paris). Foi pró-reitor de graduação e pesquisa da Universidade de Medelín (1975-1978), na Colômbia. Atualmente é professor Emérito da Escola de Comando e Estado Maior do Exército. O ministro ainda é autor de mais de trinta obras, entre elas,  A Grande Mentira, Lula e o Patrimonialismo Petista, lançado em 2015. O professor terá orçamento 120 bilhões de reais por ano.

Planos de trabalho

  • Preservar os valores tradicionais ligados à família e a moral humanista
  • Valorizar os professores e a alfabetização das crianças até os 8 anos.
  • A construção de um colégio militar em cada capital brasileira que é uma proposta de governo do partido – considerada três vezes mais cara do que uma escola pública
  • Deve interferir no ENEM. Acha a avaliação formulada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira Legislação e Documentos (Inep) complicada. Segundo ele, funciona mais como “instrumentos de ideologização do que como meio sensato para auferir a capacitação dos jovens no sistema de ensino”. O Inep só prevê mudanças no exame a partir de 2021, depois da aplicação das novas diretrizes do ensino médio. As provas são elaboradas por uma comissão independente de professores e passam por um rígido e sigiloso processo de revisão, seguindo as matrizes da BNCC.
  • Parece que vai seguir as intenções do presidente, que acha que questão de gênero deve ser um assunto tratado pela família e não pela escola.
  • É a favor do fim das cotas raciais. Para mexer nas universidades, o futuro Governo depende do Congresso. Mais precisamente da aprovação, pelos parlamentares, de alterações na Constituição – a gratuidade está prevista em todos os níveis do ensino público e as cotas são garantidas por lei federal de 2012.
  • É a favor da descentralização do sistema educacional. O Ministério da Educação seria coadjuvante das políticas públicas e não mais protagonista, de um sistema burocrático que não está a serviço das pessoas.


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