Redação Nota 1000
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Postado: 2 de outubro de 2018|Nenhum Comentário

A gestão escolar democrática visa acima de tudo a descentralização da tomada de decisão na escola para oferecer um ambiente mais colaborativo e produtivo.

Vista como uma das principais tendências educacionais mundiais que serão implantadas por redes de ensino privadas nos próximos anos, a adesão à esse modelo de gestão exige acima de tudo que todos os envolvidos no processo educativo compreendam claramente seus papéis para se extrair os melhores resultados.

Nesse contexto, o diretor escolar, antes eleito como único tomador de decisões, pode encontrar tanto desafios como oportunidades com essa descentralização, pois, embora o conceito seja fundamentado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) nº. 9394/96, que foi pensada e estabelecida para escolas públicas, ela não possui critérios bem definidos, o que faz surgir muitas dúvidas sobre sua aplicação, especialmente em escolas particulares.

O desafio da descentralização de decisões

Escola Democrática, Papel do diretor

Na gestão escolar democrática, todos que possuem vínculos com a escola têm voz ativa para exporem seus pontos de vista, participando do processo de decisão por completo. Isso significa que é preciso ouvir atentamente aos professores, coordenadores, funcionários, pais, alunos e familiares, para assim dar um veredicto a questões que vão desde  pedagógicas à administrativas.

É claro que existe um certo limite e que algumas questões realmente ficam apenas na alçada da direção, mas de modo geral, boa parte do processo é dividido com a comunidade.

A principal vantagem é que todos podem entender melhor quais os desafios das atribuições no âmbito escolar, igualando as responsabilizações pelas decisões tomadas.

Após a instalação do modelo, o papel do diretor escolar na gestão passa a ser o de mediador, exigindo preparo e flexibilidade para quebrar paradigmas.

É preciso ser unilateral nas abordagem das questões e direcionar bem o debate para se extrair o máximo de proveito das opiniões e sempre tomando muito cuidado para evitar o autoritarismo.

Gestão de tempo na escola democrática

 

Um dos principais desafios da norma é justamente gerenciar os diversos pontos de vista que surgem com sua aplicação, tornando, muitas vezes, decisões que antes seriam rápidas e simples em burocráticas.

No modelo tradicional, por exemplo, se há necessidade de reformar uma sala de aula, o gestor avalia o custo baseado talvez apenas na capacidade de ocupação dos alunos no espaço, comprando equipamentos a seu próprio critério. Na gestão democrática, não ocorre dessa forma, são necessários vários debates, para averiguar se há necessidade da instalação de mais recursos, bem como no impacto que isso traria a escola.

Para que as decisões não se prolonguem a ponto de prejudicar o andamento das ações na instituição, estabelecer um cronograma com prazos de finalização pode ser a saída.

O papel do diretor no engajamento de pais e alunos na gestão democrática

Além de mediar os debates, o diretor tem o importante papel de engajar os envolvidos no processo acadêmico, ajudando os professores e demais colaboradores a incentivarem os pais e alunos a interagirem mais nas decisões da escola.

O diretor pode organizar, por exemplo, assembleias e eventos, investindo em campanhas de comunicação nos canais da escola para atrair a atenção e o compartilhamento de opiniões que podem mudar o rumo do ambiente escolar.

 



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