Como concluir sua dissertação

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Retomar as ideias e fazer uma proposta de intervenção

A conclusão é o fechamento do seu texto e deve ser a decorrência natural da argumentação que você fez no desenvolvimento. Ela serve para reafirmar o seu ponto de vista, lembra dele? Aquele que você apresentou lá na introdução e que é a ideia central que você quer defender: “no Brasil, o conceito de democracia não parece, de fato, estar sendo aplicado”. Se você começar a apresentar novos argumentos aqui, significa que o seu texto não está bem estruturado, pois na conclusão você deve retomar os argumentos anteriores para comprovar a sua tese. É por isso que você sempre escuta que é bom começar a sua conclusão com conjunções conclusivas e elementos de coesão, como “Portanto”, “Assim”, “Logo”, “Em vista disso”, “Tendo em vista o exposto”, etc. Essas conjunções mostram que o que segue é uma conclusão do que foi dito.

Nessa parte, além de esperar que você sintetize a proposição feita no início do texto (tema e tese), o seu leitor (em uma redação do tipo ENEM) vai esperar que você apresente uma proposta de intervenção coerente com o seu ponto de vista e com os seus argumentos. Assim, se você argumentou que os cidadãos não participam de fato de vida pública porque não temos uma cultura de participação política, você deve propor em maneiras de sanar esse problema específico.

No exemplo abaixo, você pode ver que uma conclusão retoma a tese (negrito), retoma os argumentos (sublinhado) e apresenta propostas coerentes com o ponto de vista (negrito):

Fica claro, portanto, que falta muito para que nós possamos viver uma democracia plena em nosso país. A ausência de uma cultura de participação política e o comprometimento dos políticos com empresas comprometem a concretização desse sistema que prevê a soberania do povo. Para nos aproximarmos do ideal democrático, seria preciso, antes de tudo, que os cidadãos fossem chamados a participar das decisões e trazidos para a vida pública, por exemplo, com a criação de núcleos participativos de nível municipal, estadual e federal que se divulgassem as importantes decisões políticas e econômicas e que fossem um canal em que os cidadãos pudessem opinar e interferir nessas decisões. Além disso, seria preciso determinar o financiamento público das campanhas, para que os políticos não firmassem compromissos com empresas antes de sua eleição. ”

Dica: Para elaborar uma proposta de intervenção rica, pense em todas as possíveis esferas de atuação e agentes que podem estar envolvidos na solução dos problemas. Na esfera do poder público, há os âmbitos executivo, jurídico e legislativo, em níveis federal, estadual e municipal. Na esfera privada, há empresas, ONG’s, escolas, igrejas, instituições, associações, etc. Há, ainda, a esfera da interação social: o trabalho, o lazer, a família, o lar… Há, por fim, a esfera do indivíduo, unidade mínima da sociedade e tão importante quanto as instituições.

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