Redação Nota 1000
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Postado: 16 de setembro de 2016|1 comentário

Um é o principal exame do país, porta de entrada para inúmeras universidades federais e também particulares. O outro é o vestibular de uma das mais desejadas e concorridas universidades brasileiras. Em ambos, a redação pode definir a sorte do aluno, para o bem e para o mal, dado seu peso e seu grau de dificuldade.

Assim sendo, não podemos deixar de nos perguntar : afinal de contas, o que existe de diferente e de semelhante entre as redações do ENEM e da FUVEST?

A Redação do ENEM já é famosa Brasil afora por trazer sempre temas polêmicos, ligados a questões sociais e muitas vezes relacionados também aos direitos humanos. Há um problema central bem definido e que aflige os brasileiros de alguma forma. Não que questões internacionais não possam aparecer, mas não é o que se tem observado nos últimos anos do exame, exceto quando tais questões impactem o Brasil (exemplo: O movimento imigratório para o Brasil no século XXI – 2012).

A partir de um problema central evidente no enunciado do tema e nos textos motivadores, o exame pede ainda que o aluno proponha uma solução para a questão: a proposta de intervenção. Isto quer dizer que não basta defender um ponto de vista, fundamento básico do gênero dissertativo-argumentativo, mas que é necessário ser propositivo também. A obrigatoriedade da proposta de intervenção define a principal e mais polêmica especificidade do ENEM, diferenciando-o não apenas da FUVEST, mas também da imensa  maioria de outros vestibulares que utilizam a tipologia dissertativa em suas redações.

A FUVEST, historicamente, prefere propostas temáticas bem mais reflexivas, ou até mesmo filosóficas. Na maioria das vezes, os temas tratam de questões relacionadas à sociedade, comportamento e tendências em geral, sempre num contexto de atualidades. Itens motivadores bastante variados trazem textos, artigos, opiniões, imagens, e até mesmo música e poesia para compor a coletânea da proposta com criatividade e originalidade. A FUVEST quer fazer o aluno “pensar” sobre a proposta de maneira não óbvia, provocando-o a evitar o lugar-comum e ser original também em seu texto.

Veja o quadro abaixo:

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Enfim, com base na experiência de corretores que fizeram (e fazem) a correção de ambas as redações, podemos afirmar que, de maneira geral, a FUVEST costuma ser uma prova um pouco mais difícil para o estudante, pois parte de temas mais complexos em suas propostas e demanda a mobilização de um repertório maior do estudante. Independente disso, a proposta de intervenção obrigatória do ENEM pode ser traiçoeira e tirar pontos valiosos do aluno que se esquecer de apontá-la ou se limitar ao senso-comum. De toda forma,  ambos os exames valorizarão bastante o senso crítico do candidato e sua capacidade de posicionamento e argumentação coerente.

No mais, não bobeie no português e na coesão/articulação textual. Acompanhe as dicas e informações aqui do Blog do Redação Nota 1000 e boas redações!

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